QuestWorlds e Glorantha

 

Esse texto será pautado sobre um conjunto de informações relacionadas aos dois nomes próprios do título. Minha motivação é compartilhar várias delas que fui adquirindo ao longo dos últimos meses. Nada muito profundo, então não esperem algo retirado de bibliotecas soterradas.

Greg Stafford pediu a Robin D. Laws (autor do sistema GUNSHE e de jogos como Hillfolk e Dying Earth) criar um storytelling game para facilitar as pessoas colaborarem em contar histórias juntas em Glorantha. Então, Robin desenvolveu Hero Wars que foi publicado em 2000.

O curioso sobre as mudanças de nome do jogo é que o primeiro nome deveria ser HeroQuest, por ser um termo antigo do cenário de Glorantha. No entanto, outra pessoa já havia usado esse nome para um jogo de tabuleiro, que muitos aqui devem conhecer. Veja a imagem abaixo:


Por isso lançaram com o nome de Hero Wars. De certa forma, também é um termo antigo do cenário, pois diz respeito a época derradeira da Terceira Era. Em 2003, foi lançada a segunda edição sob o nome de HeroQuest, quando a marca registrada expirou. Esta nova edição era livre de cenário.


Em 2015, a Moon Design Publications lançou o suplemento HeroQuest: Glorantha e nos anos seguintes dois volumes para o cenário de campanha. O primeiro, chamado The Coming Storm, servia para detalhar o cenário e o segundo, The Eleven Lights, contém as aventuras e eventos.

Eu já dei uma lida nesses três livros e digo que gostaria de narrar essa campanha. É um conteúdo muito rico.


O nome HeroQuest deixou de ser usado porque a Moon Design vendeu a marca para a Hasbro em 2020. Além disso, o jogo sofreu profundas mudanças lideradas por Ian Cooper que foram transformadas num SRD com o nome de QuestWorlds.

O livro de regras de QuestWorlds oficial pela Chaosium foi apenas publicado em 2025 e o livro impresso está prometido para fevereiro deste ano (2026).

Desde que conheci de verdade Glorantha, me interessei em jogar nesse cenário em qualquer que fosse o sistema, seja RuneQuest, seja QuestWorlds. Divulguei no servidor Discord que mantenho, as possibilidades dos dois sistemas, conseguindo montar a mesa para QuestWorlds.

O material de campanha escolhido foi o Valley of Plenty de Shawn e Peggy Carpenter por dois motivos: os heróis começam como crianças e o livro foi atualizado para a última versão das regras. Atualmente a campanha da Saga dos Jaldonkillers está acontecendo ainda no início e pretendo chegar até o fim dela. No entanto, a proposta dos autores é fazê-la dividida em três volumes mas apenas o primeiro deles foi lançado: Valley of Plenty. Os próximos serão Rise of the Wildlings e Lances at Dusk. O segundo volume está pronto mas os autores vão esperar que QuestWorlds: Glorantha saia primeiro.


Eu gostaria que o QuestWorlds: Glorantha fosse atualizado logo mas pelo visto vai demorar, pois o Ian Cooper tem interesse em publicar suplementos não-Glorantha para fortalecer a ideia que o sistema é agnóstico de cenário (uma vez que QuestWorlds esteve ligado a Glorantha desde o início). Assim, não veremos tão cedo a continuação da Saga dos Jaldonkillers. Para se ter uma ideia, a Chaosium divulgou o calendário de lançamentos do primeiro semestre, e para QuestWorlds temos apenas a versão impressa do jogo. Nem sequer um suplemento teremos por enquanto.

Tenho planos para jogar uma aventura do livro The Horse and His Children que é voltado para o público infanto-juvenil. Veremos se será em um evento presencial em Teresina ou em casa mesmo com minhas irmãs e seus amigos, ou ainda no Discord, ou tudo isso e misturado.


Quando publicarem QuestWorlds: Glorantha, ficarei mais municiado para narrar em Glorantha mas por enquanto estou levando com base no livro HeroQuest: Glorantha. Talvez seja interessante adquirir a campanha da tribo Red Cow pois seus livros foram atualizados para QuestWorlds.

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