quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Uma sombra do passado!

Olá! Meu nome é Helisson. Com este relato de uma sessão de RPG, inicio minha coloboração neste blog.

Na última tarde de sábado, (26/11/2016), me reunir com Sebastião Amorim, Isaac André e Jeanny Freitas, para dar início a uma sessão, dentre várias, de uma mini-campanha usando o sistema #DungeonWorld.

Após apresentação das regras e mecânicas do sistema, do básico sobre algumas classes e esclarecimentos de algumas dúvidas, os jogadores criaram os seguintes personagens:
  • Sebastião decidiu fazer Paymonia, um ladino humano. Um homem em busca de riqueza e que pouco se importava com os outros;
  • Isaac André deu vida a Tusk, um bárbaro acima do peso, vindo das savanas após sua tribo ter sido dizimada por guerreiros de uma ordem que usavam como símbolo um lua metade branca, metade negra;
  • E Jeanny decidiu por Alanyr, uma elfa maga, vinda da Floresta Primordial em busca de conhecimento arcano e também ajudar Tusk em sua busca por descobrir quem atacou sua tribo.

Então vamos a aventura!

Decidido os personagens, em uma breve conversa o mestre introduziu os personagens em um mini cenário, a Vila de Undenga. Coube aos jogadores, através do histórico dos personagens, enriquecer o mundo. Acrescentando as savanas e a floresta primordial, origens de Tusk e Alanyr. Paymonia, aparentemente cresceu na vila.

Os personagens foram contatados e contratados pelos irmãos Auguste e Gustave Haadel enquanto estavam na Taberna Mosquito Antipático para encontrarem o sinete do governante de Undenga, que estava em posse do pai deles, quando o mesmo desapareceu há seis semanas nas Montanhas Castigadas. Após várias perguntas, acabam por descobrir que Elain, sacerdotisa do Senhor da Manhã fora a última pessoa a ter contato com Huthcar. Decidem, então, interrogá-la.

Após certa dificuldade de entrar em contato com Elain (pois a discípula da sacerdotisa os impedia de subir ao templo, afirmando que sua mestra estava em retiro espiritual), Alanyr decidiu então encantar a discípula da sacerdotisa para que a mesma os levasse até a sacerdotisa. Por meio dela, os personagens conseguiram informações pertinentes sobre a direção que Huthcar Haadel tomou e o quê o perseguia.

Empreendendo uma jornada perigosa, os personagens foram surpreendidos por um ataque goblin durante a noite, quando Tusk dormiu em seu turno da vigília. Mas os goblins não contavam com os mísseis mágicos de Alanyr e a lâmina afiada de Paymonia.

Após um dia e meio de viagem, os personagens chegaram às Montanhas Castigadas e foram diretamente ao local indicado pela sacerdotisa: um buraco que levava à entrada de uma caverna, possível local do túmulo de um mago. Aqui aconteceu a maior parte da ação; onde Alanyr ao usar Detectar Magia despencou buraco adentro. E quando Tusk tentou segurá-la, acabou deixando sua espada cair junto.
Alanyr caiu na água acumulada no fundo do buraco. Uma queda de cerca de 4 metros. Algo dentro da caverna esbravejou que ela talvez ela fosse algo comestível. Quando um ettin saiu da caverna, a elfa usou de suas habilidades para criar uma ilusão e ganhar tempo para que seus companheiros se aproximassen. Tusk desceu correndo, mais preocupado em recuperar sua espada do que com a segurança da elfa. Paymonia desceu lentamente, introduzindo veneno em sua lâmina e sem se importar com os outros.

Quando o ettin se deu conta do augúrio, investiu furioso contra os personagens. Mas não contava com Alanyr e seus mísseis mágicos, após uma tentativa frustrada de deixar Tusk invisível. Também não contava com a habilidade de Tusk, mesmo acima do peso, de defender Alanyr dos ataques do ettin e destroçar a cabeça do mesmo, em um golpe poderoso e descomunal de sua espada!

Paymonia, mesmo sem participar ativamente do combate, conseguiu se ferir gravemente, pois quando o ettin tombou vítima do golpe de Tusk, parte da borda do buraco veio abaixo, obrigando Paymonia a pular de onde estava. Na queda, atingiu o próprio pé com seu sabre envenenado.

Após investigarem algumas tralhas rapidamente na entrada da caverna, os personagens encontraram dezesseis moedas e quatro livros. Depois decidiram continuar em busca do corpo do governante, caverna adentro.



Nesse ponto tivemos de parar, pois um dos jogadores tinha um compromisso pessoal. E, ao encerrar a sessão, Isaac André contabilizou experiência necessária para elevar Tusk para o segundo nível.

Avaliação

 

Ao final da sessão, os próprios jogadores relataram a satisfação com o sistema de Dungeon World, afirmando que ele é fluido e não acorrenta os jogadores as regras demasiadas, deixando a história fluir, envolvendo os personagens e lhes dando capacidades de interagir e reagir a quase tudo.
Como narrador, o que posso dizer é que Dungeon World é um ótimo sistema. Porém, ainda tenho de me desprender mais da mecânica somatizada de D&D por causa de anos de jogatina. Mas o sistema já ganhou um narrador cativo e um lugar na minha estante.  

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Review de Isle of Skye

Por Alfredo Alencar


O vencedor do Spiel des Jahres 2016 tem como característica principal a elegância. Sim, adjetivo que pode ser atribuído a pessoas, roupas e ambientes se encaixa perfeitamente para o jogo de Colocação de Peças, Aposta e Coleção de Componentes.

Ele é minimalista na sua essência, com poucos componentes, poucas regras e um tabuleiro bem pequeno. Contudo, proporciona uma experiência incrível com tão pouco e, além disso, possui uma das maiores amplitudes de rejogabilidade em um jogo.

Com 16 tiles de pontuação, sendo que usamos apenas 4 por partida, a matemática nos diz que Isle of Skyes permite 43680 possibilidades diferentes de partidas, cada uma com sua estratégia particular.

O jogo consiste em 6 etapas simples de ação que devem ser executadas na ordem, até a fase de pontuação ao final de cada uma das 6 rodadas.

No início da rodada, cada jogador coleta uma quantidade de dinheiro igual a 5 + 1 para cada barril de whisky que chega ao castelo por uma estrada. Estrada esta que é criada pela correta colocação das peças no tabuleiro de cada jogador. Em seguida, são distribuídos 3 tiles para cada jogador a serem  colocados na frente de um pequeno escudo ou biombo, atrás do qual, o jogador vai selecionar qual daqueles tiles será descartado antes da fase de compra e vai atribuir um valor em moedas para cada um dos tiles, usando suas próprias moedas para tal.

Os jogadores então revelam estes valores, atribuídos aos tiles e qual tile será descartado para começar a fase de compra com os tiles restantes.

Para realizar a compra, paga-se ao dono do tile a quantidade de moedas que ele atribuiu àquele tile, sendo que ele recebe as moedas pagas, mais as moedas usadas para atribuir o valor do tile.
Após cada jogador realizar sua compra ou passar, as moedas utilizadas para atribuir o valor dos tiles não comprados são descartadas e os tiles restantes ficam com o jogador que os colocou.

Começa então a fase "Carcassonne", onde os tiles que ficaram com cada jogador serão arrumados juntos aos tile iniciais de castelo. Sempre compartilhando uma borda igual ao tile adjacente.

A pontuação finalmente acontece de acordo com o especificado em cada rodada no tabuleiro principal, sendo o fim do jogo na sexta rodada, quando serão somados aos pontos já ganhos, a pontuação dada por pergaminhos existentes nos tiles de cada jogador e mais 1 ponto para cada 5 moedas restantes.

Jogado em 45 minutos e explicado em 5, Isle of Skye proporciona muita estratégia e deixa, ao final de cada partida, a ânsia de querer jogar mais uma. Definitivamente um must have em toda prateleira.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Prêmio Cajuína Meeple Teresina - Novas Regras e Indicações

Novas Regras para a Escolha dos 5 Melhores Jogos do Semestre


Devido ao pequeno número de votantes, devido ao grande número de jogos, alteramos
o modelo das eleições para que os votos sejam mais concentrados.

Criação da Mesa de Juízes


Teremos uma mesa composta por 5 juízes, inicialmente indicados da seguinte forma:

Como organizador, eu indico Carlos Henrique como o primeiro juiz. Ele deve indicar o segundo juiz. Por conseguinte, este indicará o terceiro, até termos 5 juízes indicados. Ao final dessa definição, cada um dos juízes indicarão o seu substituto para a próxima eleição. Nenhum dos juízes de uma edição poderão compor a mesa da eleição seguinte.

O critério de escolha é subjetivo mas espera-se que os indicados sejam pessoas que jogam com
certa frequência e gostem de testar diversos jogos.

Indicações dos Juízes


Cada um dos juízes indicam 3 jogos para compor o rol de jogos elegíveis para a comunidade votar. Caso um jogo seja indicado por mais de um juiz, verifica-se a ordem de preferência entre eles. O juiz que deu um posição pior, escolhe outro jogo para compor seu Top 3. No caso de empate, eles conversam para ver quem vai escolher outro jogo.

Os juízes devem montar sua lista com base nos jogos que jogaram de Julho para cá.

Eleição Aberta


Na votação geral, os eleitores devem montar o seu Top 5 a partir da lista de 15 jogos. A ordem de escolha importa, para questões de desempate.

A eleição começa no dia 1º de dezembro e segue até o dia 30 do mesmo mês. A divulgação do Top 5 fica para o dia 31 de dezembro ou 1º de janeiro de 2017.

O voto é aberto e pode ser informado da seguinte forma:
  • Por mensagem no grupo THE Jogos de Mesa, no WhatsApp, e outra mensagem para mim, privativamente
  • Por mensagem no grupo Teresina Board Games, no Telegram, e outra mensagem para mim, privativamente (entre no grupo)
  • Por comentário na mensagem a ser publicada no grupo da comunidade Teresina Jogos de Mesa, no Facebook.
Os 5 jogos mais votados farão parte do painel do grupo do Facebook até a próxima edição do prêmio.

Mesa de Juízes e Indicações do 2º Semestre de 2016

  1. Carlos Henrique: Game of Thrones Board Game, Jester, Galaxy Trucker
  2. Gabriel: Twilight Struggle, Rock'n Roll Manager, Power Grid
  3. Lucas Dourado: Twilight Imperium, Merchants & Marauders, Eldritch Horror
  4. Alfredo Alencar: Zombicide Black Plague, Isle of Skye, Drillit
  5. Francisco Atanásio: The Gallerist, Alquimistas, T'Zolkin




domingo, 27 de novembro de 2016

Boletim de Notícias Nº 11

Notícias do Dia 21 a 27 de Novembro

Board Game

  • FunBox inicia pré-venda de Imperial Settlers e algumas mini expansões. Previsão de envio para 05/12

RPG


Editores: Cláudio Torcato e Gabriel Bragança


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Robinson Crusoé - Relato de Viagem à Ilha Maldita


Relato de Viagem à Ilha Maldita


Explorador

Dia 01

            Nosso Barco naufragou a noite. Cheguei nessa Ilha ao amanhecer, preso a algumas tábuas. Encontrei o Cozinheiro ainda desacordado. O cachorro estava com ele. Fomos os únicos sobreviventes. Trouxe comigo um cachimbo, o fumo não encharcou. O cozinheiro tinha alguns biscoitos, será necessário para os próximos dias.

            Essa Ilha Maldita nos arrastou até aqui, agora precisamos cumprir nossa missão. Precisamos realizar o exorcismo, construir uma cruz em cinco lugares diferentes. Ao leitor, saiba que não havia outra escolha, ingressamos nesta expedição sabendo do risco. 

            Avistamos engradados de comida fechados em uma praia um pouco distante. Montamos nosso acampamento próximo do mar, temos opção de comida e madeira. O Cozinheiro foi buscar comida nos engradados. Levei o cachorro para fazer uma exploração nos arredores. Encontrei um Templo Negro, precisarei voltar para explorar com calma.
            A tarde, sem o cachorro, encontrei uma montanha e uma caverna. Também vi rastros de um animal. Acabei machucando o joelho ao voltar. Encontrei algumas larvas, servirá para matar a fome.

            O cozinheiro concordou em transferirmos o acampamento para a caverna. Ao menos não passaremos a noite ao relento. Hoje, incrivelmente havia muita comida, mas ela irá estragar. A noite foi excepcionalmente escura.

Dia 02

            Ao amanhecer havia uma névoa terrível na ilha, densa e maligna. Não era possível ver nada além do acampamento, será uma dificuldade a mais para exploração.

            O cachimbo estava úmido, fumei um pouco e segui na direção leste ao acampamento. Pela manhã segui com o cachorro. Encontrei um Altar Macabro na montanha, acabei me ferindo em farpas e espinhos. A tarde, fui com o cozinheiro, encontrei um região de colina. Consegui avistar um animal, mas não o identifiquei. Encontrei cultistas escondidos, depois disso a névoa se tornou ainda mais presente.

            Trouxemos para o acampamento uma cabra e algumas folhas grandes, além de um pouco de fumo que recolhi no caminho. Dormimos na caverna. O cachorro latiu a noite inteira. A névoa tornou a noite mais fria. Não sei como conseguiremos fazer a primeira cruz. Já temos a madeira necessária.


Dia 03
            A noite foi longa. Não consegui dormir. O cachorro também estava inquieto. Estou bastante exausto, espero que não prejudique as execução das tarefas. A névoa continua a se espalhar pela ilha, cada vez mais densa e escura. Nós não estamos mais conseguindo comida e madeira nos arredores da caverna, a névoa tomou conta de tudo.

            O fumo mantém a moral elevada, ajuda a passar o tempo e manter a atenção. Usei a manhã para explorar o Templo Negro que encontrei no primeiro dia. Lá havia coisas úteis. Trouxe uma mochila, uma rústica rede e uma caixa de madeira. O teto caiu quando sai, não terei como retornar.

            O Cozinheiro seguiu uma trilha antiga que partia da caverna. Ele também passou a noite em claro, ficou descansando no acampamento, seu esgotamento é visível. Segui com o cachorro para explorar em volta. Antes realizei uma ação de reconhecimento, identifiquei uma cachoeira. Há bastante madeira e peixes no lago. Também haviam sinais de cultistas nos arredores. Eles estão nos observando, sempre que os vemos a névoa se espalha. O trabalho tem se tornado mais difícil.

            Não temos comida suficiente para a noite. O Cozinheiro fez uma sopa com algo estranho, mas aqueceu e foi o bastante para esquecer a fome. Ainda tínhamos alguns biscoitos.


Dia 04
            A noite passada ocorreu uma tempestade de raios. Em algum lugar próximo as árvores arderam em chamas. Precisaremos buscar madeira em outro lugar. Hoje a névoa continua espalhando-se, não conseguimos alimento ou madeira pela manhã.

            Eu e o Cozinheiro fomos a um lugar bastante distante do acampamento, levamos o cachorro para não nos perdermos na volta. Já havia realizado o reconhecimento prévio da área, uma região descampada com madeira e alguns rastros de animais selvagens. O cozinheiro pegou algumas larvas comestíveis e ervas venenosas. Trouxemos ainda algumas folhas de uma planta fibrosa, servirá para fazer uma corda.

            Na volta encontrei uma misteriosa adaga, seu cabo encrustado de pedras pontiagudas cortam a mão se segurada com firmeza. Bastante afiada, a lâmina tinha marcas de sangue.
            Percebi que havia um animal grande nos seguindo. O frio correu na espinha, era um tigre. Tivemos a péssima ideia de retornar para o acampamento. Agora ele sabe onde estamos.

            O Cozinheiro organizou o acampamento durante o resto do dia. Ganharemos mais um pouco de ânimo para o dia seguinte. A noite comemos as larvas. Estavam deliciosas.

Dia 05
            O cachorro nos acordou com os latidos, ainda não havia amanhecido. Algum animal rondava o acampamento. Não consegui identifica-lo, está a espreita, precisamos manter a atenção. A névoa ainda ronda o acampamento, mais uma vez não conseguimos encontrar madeira e comida.

            Pela manhã tecemos a corda com as folhas de ontem. A tarde continuei a explorar a ilha. O Cozinheiro e o cachorro vieram também. Procurei algum lugar ao norte onde não tenha essa maldita névoa. A tentativa foi inútil, também havia muita névoa. No lugar, onde corriam alguns córregos,  havia rastros de animais.

            Fui atacado por um cachorro selvagem, ele veio correndo em minha direção, mordeu minha perna e fugiu. As coisas só pioram, estou perdendo a esperança. Encontrei um tronco partido, uma caixa com ouro, que de nada servirá por aqui, e uma pequena cabra, certamente utilizada para os rituais macabros que acontecem nessa ilha. Encontrei ainda uma ferramenta que pode facilitar algum trabalho manual.

            O animal atacou ao cair da noite, era uma fera forte. Já estava escuro e eu não consegui ver nada além de profundos olhos vermelhos. Utilizei a maldita adaga, não matei a besta. Ela fugiu deixando um rastro de sangue. Agora estou com a mão ferida. Tivemos sopa e carne hoje a noite. Nossa moral continua caindo.

           
Dia 06
            Acordei com os raios. Muitas nuvens se aproximam da ilha. Mais uma parte da ilha teve suas árvores queimadas. Não sei onde conseguiremos a madeira necessária para fazer as cruzes. Essa névoa ronda o acampamento tentando nos sufocar, fico cada vez mais fraco. Não conseguimos colher nada em torno do acampamento. As nuvens se multiplicam sobre o mar.

            O Cozinheiro pegou a adaga e saiu a procura do animal que nos atacou a noite. Ele voltou sangrando mas não quis falar nada a respeito. Vi nos seus olhos um terror incomum, não sei que espécie de bicho nos atacou.
            Utilizei o couro da cabra para tentar evitar que a chuva caia sobre nossas esteiras de dormir. O Cozinheiro pegou a madeira e o rudimento de ferramenta que encontramos ontem e fez a primeira cruz na porta da caverna. Ainda faltam outras quatro.

           Estou bastante ferido, precisei permanecer descansando no acampamento para me restabelecer. As nuvens não param de chegar, o horizonte continua a escurecer, os próximos dias serão difíceis.
          Tivemos muita chuva durante a noite. Utilizamos uma folha grande, encontrada no primeiro dia, para bloquear um pouco da chuva. O cozinheiro fez uma bebida estranha para nos aquecer. Ainda assim não foi o suficiente. A comida encharcou. Tivemos uma noite de frio e fome. Estou perdendo a esperança.


Dia 07
            A noite nós ouvimos gritos e uma forte colisão. Pela manhã encontramos um balão destruído e duas pessoas mortas. Essa ilha atrai as pessoas para a morte. Nós não sairemos daqui com vida. Estamos apenas tentando sobreviver. Sem dizer uma palavra, eu e o Cozinheiro compartilhamos essa mesma certeza.
            O dia começou difícil, falta força de vontade para fazer qualquer coisa. O Cozinheiro saiu para caçar com o cachorro e a adaga maligna. Encontrou algumas cabras selvagens e conseguiu abatê-las. Trouxe comida para mais de um dia, e peles. Sua mão estava ensanguentada, a adaga cobra seu preço.

            A tarde fomos explorar a parte norte da ilha. Encontramos mais névoa, não há um único lugar em que ela não esteja. Era uma região montanhosa, rastros de animais estavam por todos os lugares. Os cultistas nos observavam de longe. Havia uma caverna, mas não sei se adianta transferir o acampamento.
            A noite chegou junto com a chuva. Conseguimos nos aquecer com alguns bambus que trouxemos da incursão. Só havia comida para um, o cozinheiro cedeu-me, ele está em melhores condições. Nunca estivemos com a moral tão baixa.


Dia 08
            Eu fui até o balão que vimos ontem, encontrei um mapa antigo, deve ter alguma utilidade.
            O Cozinheiro saiu mais uma vez com o cachorro e a adaga, ele acabará morrendo se continuar a usá-la. Contou-me que encontrou um cão selvagem, trouxe comida e pele. Com as ervas que havia colhido fez um unguento para uma de suas feridas.

            A tarde o cozinheiro tentou organizar o acampamento na tentativa de elevar a moral. Eu estou muito ferido, meu joelho ainda dói bastante. Precisei descansar.

            Esta noite está chovendo bastante, faz muito frio. Não temos madeira para nos aquecer. O Cozinheiro fez mais uma vez aquela bebida estranha, parece um fermentado alcóolico de frutas podres. Mas não é suficiente para esse frio. Sinto a névoa me sufocando. Creio que para mim não haverá amanhã.



Dia 09

             Não há mais sentido em continuar. Falhamos em nossa missão. Estou levando o que posso na mochila. O cachorro segue comigo. O caderno ficará na caverna. Àquele que o encontrar, saiba que o explorador não resistiu ao frio da última noite.
            






segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Cajuína Meeple remarcado!

Urgente! Você que vai participar do Cajuína Meeple, saiba que a data do evento mudou para o final de semana seguinte. Ou seja, ele será sábado, dia 3 de dezembro e não mais no dia 26 de novembro.

domingo, 20 de novembro de 2016

Boletim de Notícias Nº 10

Notícias do dia 14 a 20 de Novembro de 2016


Board Game

  • FunBox inicia pré-venda de Lisboa (com extras do financiamento coletivo americano)
  • Conclave Editora e Histeria Games anunciam parceria 
  • Ace Studios anuncia data para início de envios do Space Cantina. Dia 24/11
  • Editora Meeple BR libera Mombasa para pré-venda

RPG

Editores: Cláudio Torcato e Gabriel Bragança