sexta-feira, 21 de agosto de 2015

RPGaDay 2015 por Cláudio Torcato - Terceira Semana


Dia 15 - A mais longa campanha jogada

Quando eu morava em minha cidade natal, Crateús, mestrei uma campanha razoavelmente longa de Arkanun, mais que com qualquer outro sistema. Já em Teresina, quando dei continuidade ao passatempo, tivemos uma campanha que eu diria que foi mais longa que a anterior (pelo menos é a impressão). A campanha se passou no mundo de Mérvia, de autoria própria, usando um sistema gratuito que eu encontrei na Internet de nome Aurium. Curiosamente, não encontro mais nada sobre ele na rede. O único registro dele é esse livro de visitas - cheguei a escrever nesse livro.

Dia 16 - A mais longa sessão de jogo

Difícil de responder pois não vou lembrar. Mas provavelmente foi alguma sessão de AD&D há muito tempo atrás, com o primeiro grupo que participei em Teresina.



Dia 17 - RPG de fantasia favorito

Seria bem fácil dizer D&D, sempre tão presente em nossa memória. Porém, tenho algumas restrições sobre ele, em parte pela lentidão do combate. Não sei se a quinta edição melhora essa questão. De todo modo é uma questão subjetiva. Outros gostam. Hoje o meu favorito é Dungeon World. Já falei isso antes: é simples e te permite uma volta mais suave para os dungeon crawlers.

Dia 18 - RPG de ficção científica favorito

Não joguei muitas RPGs desse gênero para ter um preferido.

Dia 19 - RPG de supers

Não joguei muitos RPGs desse gênero para ter um preferido. Menciono pelo menos o Defensores de Tóquio aqui.



Dia 20 - RPG de horror favorito

Joguei dois RPGs de horror: Arkanun e Rastro de Cthulhu. Fico com o primeiro mais por conta da experiência das sessões de jogo que do sistema em si (exceção à parte de magia que é muito boa). Rastro eu joguei muito pouco, mas penso que possa vir a ser favorito no futuro se me for permitido.



Dia 21 - Cenário de RPG favorito

Atualmente estou usando uma aventura que se passa no cenário de Greyhawk, mas pouco sei sobre ele para dizer que é o meu favorito. Então, fico com o cenário do mundo de Mérvia, que criei com meus jogadores. Construir um mundo é uma das coisas mais gratificantes como mestre de jogo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Sessão 5 da aventura O Templo do Mal Elemental


Estrelando:

  • Eduardo, como o anão Clóvis, o Quebra-ossos (Bárbaro nível 1)
  • Samuel, como o elfo Bob (Mago nível 1)
  • Viny, como o humano Nico Bolas (Ranger nível 1)

  • Cercados por vários zumbis, nossos aventureiros continuam a lutar pela vida.

    O mago aproxima-se do zumbi que está atacando o monge e dispara um míssil mágico nele. O efeito não foi esperado, a potência do feitiço foi pequena. O monge. por sua vez, com sua arte marcial, salta e acerta com a adaga o pescoço da criatura. Ao mesmo tempo, ele consegue deixá-lo no chão.

    Clóvis, o anão bárbaro, faz um ataque violento que arrancou a cabeça do zumbi fora. Enquanto isso, ele ver Kobort em confronto com dois outros mas está se saindo bem. Nico encontra-se num problema maior, pois um zumbi está com a boca cravada em seu pescoço. Ele pega a cabeça do monstro com a mão livre e tenta erguer o gládio com a outra para arrancar a cabeça fora. A surpresa da dor de uma mordida mais forte faz com que ele derrube sua arma. Para piorar a situação, outro zumbi próximo agarra-se a ele pelo quadril, fazendo todos irem ao chão.

    O anão junta-se ao guerreiro para igualar as condições. Bob corre para ajudar o ranger que se encontra no chão, virando refeição. Ele usa seu cajado para acertar a cabeça do zumbi que estava com sua boca no pescoço do Nico. Enfurecido, ele se ergue para atacar o mago.

    Engajando com um dos zumbis que atacava Kobort, Clóvis consegue um golpe poderoso que faz a criatura cambalear. Quase ao mesmo tempo, o guerreiro derruba o outro. Nisso, mais zumbis saem das outras celas.

    Nico se desvencilha do zumbi que o derrubou, o empurrando e conseguindo alcançar seu arco. E vai se afastando e ficando próximo o monge que nesse momento crava uma adaga no crânio do zumbi que ele havia derrubado. O zumbi foi afastado pelo ranger mas ele segue em perseguição. O mago, vendo isso, taca o cajado no chão e grita "você não passará!" ao mesmo tempo que dispara seu míssil mágico. O zumbi cai inerte no chão.

    Bob grita com um zumbi

    O anão, cercado por três zumbis, investe contra um deles, deixando-o muito avariado. Aproveitando-se da lentidão do zumbi ferido, Koberto, tira sua cabeça fora.

    O ranger vendo o zumbi que ele se desvencilhou, continua o seguindo, manda o falcão atacá-lo, enquanto dispara uma flecha que acerta ele no peito e seu companheiro arranca nacos de carne podre na cabeça. Taruko movimenta-se com fluidez e corta o flanco do zumbi, deixando-o mais danificado.

    O mago Bob, resolve ajudar os tanques do grupo, usando seu míssil mágico num dos zumbis, deixando-o atordoado. Clóvis viu aquele raio brilhoso passando próximo a si, logo vendo que recebeu ajuda de seu amigo. Assim, ele age rápido para tentar finalizar o zumbi, não tendo o sucesso esperado.

    Nico continua tentando destruir a criatura que vinha em sua perseguição, e dessa vez acerta no pescoço dele, levando-o a cair seco. Enquanto isso, mais dois zumbis saem de uma sala próxima ao anão e vão na direção dele.

    O mago grita para o anão para ele ser mais efetivo e depois dispara um novo feitiço que destrói uns zumbis que estavam se aproximando dele. Isso chama a atenção do outro zumbi que caminha na direção do mago.

    Agora Nico, livre para ajudar os demais companheiros, mira com precisão na cabeça de um zumbi. Ele tonteia pela sala e o mago aproveita para bater o cajado no crânio dele. O monstro acaba caindo sentado. Mais uma vez, o monge aproveita a oportunidade e dá um chute nele, arrancando a cabeça fora.

    Clóvis ginga com sua espada mas deixou o flanco aberto para as garras de um dos zumbis. Furioso, ele faz um movimento de corte com a espada, acertando ele. Nico errou a segunda flecha na direção do último zumbi em pé, pois a corda do arco quebrou no momento do disparo. Fica por conta das magias do mago, dá cabo nele.



    Com os corpos de todos os mortos-vivos no chão, chega o momento de recuperar o fôlego. A adrenalina começa a diminuir e eles começam a pensar no que fazer. Bob decide ver se existe algum traço mágico na sala vizinha. Ele não detecta nada e eles entram lá.

    Percebem que é uma sala de torturas. Investigam minuciosamente o ambiente, o que revela no piso um rastro de sangue que leva até a uma das colunas do aposento. Uma porta discreta é localizada nela e conseguem abrir, revelando um túnel com profundidade de quase dez metros. Há degraus de metal cravados ao longo do túnel, para facilitar a subida ou descida.

    O monge pergunta se não seria interessante descansarem primeiro para se recuperarem dos ferimentos. Ele sugere acampar na sala ou voltar para a cidade. O grupo concorda em ficar e acampar no local para descansar.

    A ordem de vigília ficou assim organizada: Bob, Kobort, Clóvis, Taruko e Nico.

    Então terminamos a sessão após os jogadores escolherem novos movimentos para seus Personagens, pois todos eles subiram de nível.

    domingo, 16 de agosto de 2015

    RPGaDay 2015 por Cláudio Torcato - Segunda Semana

    Dia 8 - Aparecimento de RPGs na mídia favorito

    Nenhum que eu me lembre.

    Dia 9 - Mídia favorita que você gostaria que fosse um RPG

    Atualmente só penso em Mad Max.



    Dia 10 - Editora de RPG favorita

    Na dúvida entre Redbox e Retropunk aqui no Brasil. Mas fico com a Redbox atualmente. Retropunk tem que se firmar novamente. Certamente entre minhas favoritas. Lá fora, gosto da Pelgrane Press.



    Dia 11 - Escritor de RPG favorito

    John Wick lá fora. John Bógea aqui.

    John Wick
    John Bógea


    Dia 12 - Ilustração de RPG favorita

    Diversos RPGs possuem ilustrações que passam muito bem a imagem do cenário, do mundo onde os jogadores estão entrando. Dos que vi, acho que alguma de Numenera passa bem o recado.



    Dia 13 - Podcast favorito

    Atualmente só posso dizer que é o Forte RPG. A edição de suas sessões de jogo são muito boas. Destaque para a aventura Obituário 793.



    Dia 14 - Acessório favorito

    Hoje eu diria que a dupla Roll20 e Hangout que me permitem continuar a jogar.

    sexta-feira, 7 de agosto de 2015

    RPGaDay 2015 por Cláudio Torcato - Primeira Semana


    Este blog vai entrar nessa brincadeira que começou no ano passado. Para cada dia de agosto, temos uma pergunta e podemos respondê-la em nossas mídias sociais. Este post responderá as perguntas da primeira semana. Vamos lá?

    Dia 1 - O próximo jogo que você está ansioso para jogar

    Tenho na mente alguns jogos que tenho vontade de jogar. Gostaria de jogar o Terra Devastada, o Shotgun Diaries, o Blood & Honor, o Monsterhearts e o Numenera. Deles, o que tenho mais vontade é o Blood & Honor: Samurai Tragedy in Old Japan.


    Dia 2 - Jogo que você financiou recentemente

    Eu financiei um livro de aventuras para Call of Cthulhu do John Wick, Curse of the Yellow Sign. Paguei apenas pelo PDF e já o recebi. Gostei do material. Tem muitas ideias para o mestre, particularmente no trabalho de criar um clima tenso e sombrio.


    Dia 3 - Jogo favorito dos últimos 12 meses

    Certamente é o Dungeon World. Quando eu procurava um sistema de fantasia medieval leve para voltar a jogar um bom e velho dungeon crawl, ele foi um dos que me pegou. Atualmente é o que uso para jogar regularmente.


    Dia 4 - Jogo mais surpreendente



    Mesmo atualmente jogando o Dungeon World, nos últimos 12 meses fiquei fascinado pelas ideias contidas no Blood and Honor. Sei que várias coisas ali vieram de outras fontes, inclusive do próprio autor, John Wick, como o Shotgun Diaries e, principalmente, Houses of Blooded.

    Dia 5 - Compra mais recente

    Comprei dois PDFs na loja online da Retropunk: Terra Devastada do John Bógea e o livro de aventuras para Rastro de Cthulhu, Inacreditáveis Casos Sobrenaturais.


    Dia 6 - Último RPG que jogou

    Ultimamente só jogo Dungeon World.

    Dia 7 - RPG gratuito favorito

    Nenhum em particular. O mais recente que li foi o Lady Blackbird.

    Essas sãos as perguntas e respostas da primeira semana de Agosto. E vocês, leitores rpgistas?

    Resenha: O Senhor dos Anéis LCG

    Este é meu post de estreia no blog do meu brother Cládio Torcato. Vim dar uma força, já que ultimamente ele anda estudando e escrevendo muito sobre RPG, e pouco sobre board games. E escolhi, no meu post inicial, o jogo O Senhor dos Anéis LCG por dois motivos: foi o jogo que me fez ir na Arcádia e conhecer o universo de board games até então resumido a Catan e Carcassonne, e também, porque foi o último jogo que disputei uma partida (pelo menos era quando eu comecei a escrever o post).
    O termo LCG (Living Card Game) foi registrado pela Fantasy Flight Games, e indica jogos de cartas
    Exemplo de organização do Senhor dos Anéis LCG
    com pacotes de expansões fechados. Ou seja, diferente de jogos de cartas colecionáveis, onde você adquire novas cartas aleatórias, o que cria o efeito de cartas “comuns” e cartas “raras”, nos jogos LCG os pacotes de expansão são sempre com as mesmas cartas para qualquer pessoa. Todos os jogadores terão sempre o mesmo jogo.
    O Senhor dos Anéis LCG é um jogo cooperativo. A caixa básica foi desenvolvida com três missões, para até dois jogadores. Com as expansões, pode ser jogado por até quatro pessoas. Todos os meus comentários aqui serão relativos ao jogo base, pois (ainda) não me aventurei em nenhuma das seis expansões que tenho.

    Baralhos e cartas:

    Exemplos de cartas de heróis, aliados, eventos e acessórios
    No jogo, existem os baralhos de heróis e o baralho de encontro. O baralho dos heróis é composto por doze personagens que serão usados para as missões, e são identificados por uma esfera de influência. São quatro ao todo: Liderança, Conhecimento, Espírito e Tática. Cada jogador escolhe três heróis e, com base na esfera de influência destes, monta o seu baralho de apoio.
    As cartas do baralho de apoio podem ser de aliados, acessórios e eventos. As duas primeiras podem ser jogadas na mesa apenas na Fase de Planejamento. Os aliados são personagens extras que auxiliam nas missões ou nas batalhas (muitas vezes sendo sacrificados) e os acessórios são anexados a algum personagem, melhorando seus atributos ou dando novas habilidades. As cartas de evento podem ser jogadas durante as demais fases do jogo, e devem ter seu efeito resolvido imediatamente.
    O baralho de missões diz respeito ao cenário a ser enfrentado e objetivos a serem concluídos. Cada carta apresenta uma informação e um pré-requisito para a próxima carta da missão. Além disso, para avançar à nova carta, você precisa de uma determinada quantidade de marcadores de progresso, que são conseguidos na Fase de Missão, ou por efeitos de alguma carta. Eles apresentam também ícones dos baralhos de encontro que serão usados naquela missão.
    O baralho de encontro é composto por cartas de localização, infortúnio e inimigos, além de objetivos (em algumas missões). Cartas de localização são diferentes locais por onde os heróis  passam durante a missão, podendo viajar para estes locais ou não. Os infortúnios representam  ações inimigas com efeito imediato, prejudicando os heróis. Os inimigos são personagens que devem ser enfrentados e derrotados para garantir o sucesso da missão. Estas cartas ficam no espaço chamado “área de perigo”.

    O jogo:

    Uma partida de Senhor dos Anéis LCG tem turnos indefinidos. Acaba em sucesso quando os heróis
    O jogo encerra (com derrota) quando o nível de ameaça dos
    jogadores chega a 50.
    cumprem a missão, ou em fracasso quando morrem todos ou o nível de ameaça dos jogadores chega a 50. Cada turno é composto de 7 fases, que são:
    Fase de recursos: cada herói recebe uma moeda, que será usada para comprar as cartas nas mãos dos jogadores, de acordo com a esfera do herói escolhido;
    Fase de planejamento: momento de usar as moedas acumuladas para comprar cartas de aliados ou acessórios;
    Fase de missão: personagens enviados para a missão são exauridos (cartas deitadas),  a seguir é revelada uma nova carta do baralho de encontros por jogador, e compara-se o valor da força de vontade dos personagens com o valor da ameaça das cartas na área de perigo, para definir o sucesso ou fracasso desta  missão;
    Fase de viagem: caso haja alguma carta de localização na área de perigo, o jogador inicial deve decidir se viajam ou não para esta localização;
    Fase de encontro: os inimigos presentes na área de perigo são engajados aos jogadores, primeiro por opção, depois comparando-se o nível de ameaça do jogador com o custo de ameça de cada inimigo;
    Fase de combate: os inimigos engajados ao jogador o atacarão, e o jogador atacará o inimigo. Os personagens designados para defesa e ataque são exauridos, e antes do ataque inimigo é revelada uma carta de efeito sombrio para cada inimigo engajado.
    Fase de renovação: os jogadores voltam à posição preparado os personagens que ficaram exaustos no turno, e aumentam seu nível de ameaça em 1. Um novo turno se inicia com a fase de recursos. Os jogadores pegam a carta de cima do seu baralho.

    Comentários:

    Não sei dizer ao certo o quanto eu ser fã do livro O Senhor dos Anéis influenciou para que eu me tornasse também um fã deste jogo. O fato é que este jogo está entre os meus favoritos de todos os tempos. Além do tema interessante, os desafios são exigentes, e as situações pelas quais passamos durante uma missão nos passam a sensação de estarmos realmente numa aventura pela Terra Média.
    A mecânica do jogo é bem desenvolvida, e gera uma rejogabilidade imensa, considerando que você vai poder, a cada partida, escolher heróis diferentes. Ainda que utilize os mesmos heróis, poderá escolher cartas diferentes. E a ordem em que estas cartas aparecem na sua mão podem definir o sucesso ou o fracasso da missão.
    Da mesma forma, a aleatoriedade nas cartas do baralho de encontro torna cada cenário imprevisível. Você pode até, com o tempo, saber quais cartas fazem parte de cada cenário, mas não sabe a ordem em que estas cartas aparecerão, nem mesmo se elas vão aparecer. E precisa estar preparado para todas as situações, sem esquecer o objetivo principal da missão.
    O nível de dificuldade é balanceado. Não é um jogo muito fácil, do tipo que as missões são resolvidas rapidamente e o jogador fica com a sensação de “só isso?”. Também não é difícil a ponto de fazer alguém desistir por achar impossível.
    Algumas das expansões do jogo (todas disponíveis em
    português)
    É um jogo que eu recomendo para todos os cardgamers de plantão. E para os boardgamers também. Vale o investimento apenas na caixa base, e vale também o investimento nas expansões, que estão em número cada vez maior em português.
    Seria possível fazer uma resenha de cada missão, detalhando melhor os personagens e as outras cartas. Quem sabe, nas minhas próximas resenhas, entre um jogo e outro, eu volte a escrever sobre O Senhor dos Anéis LCG?



    Até a próxima.

    Sessão 4 da aventura O Templo do Mal Elemental


    Estrelando:
    • Eduardo, como o anão Clóvis, o Quebra-ossos (Bárbaro nível 1)
    • Samuel, como o elfo Bob (Mago nível 1)
    • Viny, como o humano Nico Bolas (Ranger nível 1)
    O elfo pediu que Kobort investigue o aposento onde estavam os oponentes que eles abateram. Ele lembra que um deles fugiu do combate e voltou para lá. Pede autorização para lançar novamente sobre ele o feitiço da invisibilidade. Kobort se convence que é uma boa ideia e concorda. O feitiço é lançado e ele fica invisível mas o mago sente que sofreu um lapso mental e não recorda sobre como fazer esse feitiço novamente. O gigante então abre lentamente a porta e olha lá dentro. Não encontrando ninguém, avisa aos demais. Kobort e Bob entram. O quarto é um aposento grande com uma grande mesa contendo canecas, pratos, peças de dominós; no chão, diversos sacos de dormir e colchões de tecido rústico. O mago elfo resolve vasculhar os pertences dos bandoleiros e o guerreiro tenta encontrar o fugitivo. Bob encontra por baixo de um saco de dormir, um saco com várias moedas. Satisfeito, ele comemora, o que o guerreiro, invisível em algum lugar do aposento, também fica feliz. Kobort, olhando por um buraco na parede da muralha, ver o bandido tentando atravessar o córrego. Ele informa ao elfo, que apenas diz para eles continuarem investigando outros lugares do castelo.


    Satisfeito, ele volta para o salão para revistar os corpos dos que tombaram. Kobort fica na sala e também começa a vasculhar as coisas. Nesse momento, o monge chega. Ocorre uma pequena discussão entre ele e o mago, por este não ter participado da luta. Toruko se justifica dizendo que estava procurando coisas de valor na outra sala, mostrando uma pequena safira em sua mão.

    Após encontrarem várias moedas entre os pertences dos mortos, o guerreiro invisível caminha até a entrada de uma pequena sala que revela uma escadaria que segue para o subsolo. Lá embaixo, o ambiente está iluminado. Fala aos demais que o acompanham.

    Descendo, eles veem no final da escadaria um arco de pedra. A escadaria fica no centro de uma grande sala iluminada por archotes. No lado esquerdo, há duas colunas e um corredor, contendo pouca iluminação. À direita da escada, vários caixotes agrupados em duas pilhas ao lado da parede.

    O anão sente um ardor no ombro causado por algo que pingou do topo da arcada. Ele olha para cima. Bob, vendo a situação, produz luz magicamente na ponta de seu cajado para iluminar o local para onde Clóvis olha. Isso revela algo esverdeado e disforme a ponto de se deixar cair sobre o anão. Clóvis salta para longe mas não foi rápido o suficiente. A criatura translúcida cai junto com ele e rola no chão vítima de dores excruciantes.

    Nico, com seu arco armado, avista uma segunda criatura esverdeado no ponto próximo aonde a primeira estava. Parece que seu alvo seria o elfo e ele consegue ser certo e rápido o suficiente para que o limo não caísse sobre Bob, mas sim à frente dele. Bob, por sua vez, tenta se afastar da criatura, ao mesmo tempo que conjura mísseis mágicos com a mão esquerda. Infelizmente ele escorra e perde o equilíbrio, caindo e perdendo o feitiço. O limo aproveita e gruda-se nas pernas do elfo.

    Toruko, vendo isso, ataca o limo com uma de suas adagas, mas o monstro continua em seu objetivo de alimentar-se de carne élfica.

    Já o anão percebe que o limo verde começa a mover-se do seu corpo para o braço da espada, como se quisesse se alimentar dela. Ele se levanta e bate sua espada na parede, fazendo ela vibrar violentamente, liberando sua espada da criatura que se espalha pela parede. Outro estrondo é ouvido. Kobort reaparece quando acerta o limo que começava a se reagrupar na parede. Desta vez, o limo, não consegue se recompor e escorre lentamente para o chão.

    O elfo, no chão da escadaria, sente a criatura gosmenta grudada em suas pernas tentar adentrar por baixo de suas vestes. Em desespero, tira suas roupas e a joga longe. Nico, vendo que o limo continua consumindo as roupas e alguns pertences de Bob, chuta a criatura e o que ela consumia. Conseguiu que a criatura grudasse em sua bota.

    Clóvis, recobrado do ataque mas ainda com queimaduras doloridas pelo corpo, avança para cima da gosma restante e a corta ao meio enquanto ela está grudada na parede da escadaria e numa das pernas do mateiro.

    Findo o combate, o elfo Bob passa uma de suas três poções de cura restantes (uma delas foi consumida pelo limo que o atacou) para o anão, que sente dores terríveis. Depois, ele vai com o mateiro, Nico, até a frente dos caixotes empilhados. Tenta detectar alguma magia ali mas nada é revelado. Mais tranquilos, pegam um dos caixotes do topo da pilha e percebem que estão vazios. Então, começam a desempilhá-los, o que revela uma porta na parede.


    Nico afasta os caixotes, abre a porta e revela uma sala escura que logo é iluminada pelo cajado do elfo quando entram. A claridade trás para a luz muitas armas, alguns engradados e diversas capas negras em cabides. Bob pega uma delas para vestir-se e ele ver que há um símbolo em todas as capas: um olho amarelo em chamas.

    Nico escolhe ficar um gládio e o anão pega um dos machados. Abrem os caixotes e encontram rações e setas para arcos e bestas. Contentes com o que encontraram nesta sala, eles desfazem a outra pilha de engradados e veem outra porta. Dentro do cômodo, viram escudos, armaduras de couro, carnes secas e dois barris contendo um brandy. Dessa sala, pegam apenas rações.

    Depois seguem para a sala seguinte. Veem o que parecem ser cinco celas. Todas as
     portas de madeira resistente, tinham uma abertura quadrada contendo duas barras de metal. Além das celas, haviam três colunas suportando o peso do teto, uma porta próxima na parede oposta às selas e uma entrada para outro ambiente mais à frente e à esquerda.

    O elfo vai até à primeira cela e ilumina lá dentro com a ponta do cajado. Ele ver duas pessoas. Uma em pé de costas pra ele e outra sentada numa cama, com o rosto olhando o chão. A luz ou o som de movimentos faz com que o sentado olhe para o elfo. Este toma um susto pois o que ver é o rosto desfigurado e destruído de um zumbi.

    O grito histérico de Bob chama a atenção de zumbis que estavam na cela ao lado. Kobort acerta o primeiro zumbi que aparece, estraçalhando sua cabeça mas o outro pula pra cima dele e crava as presas em seus ombro. Enquando isso, o elfo se recupera a tempo de disparar um míssil mágico em uns dos zumbis que caminhava até a porta. Depois ele se escora na porta para evitar que eles saiam da cela.

    Nico se afasta das salas para ter  uma visão boa de todas as celas para acertar qualquer criatura que saia delas. Mas andando de costas, ele não ver que se encaminha na direção de dois zumbis. O mais próximo crava-lhe uma mordida no pescoço. Surpreso e já com sangue escorrendo pelo corpo, ele se vira com dificuldade e ver outro zumbi se aproximando.

    De mais uma cela sai mais um par de zumbis. Clóvis chama a atenção deles com gritos de guerra e movimentos com a espada. O elfo ver o guerreiro numa situação difícil com um zumbi grudado em seu ombro. Escorando a porta, ele se concentra num novo míssil mágico que é disparado e acerta violentamente o monstro. Com isso, o Kobort se ver livre. De repente, o elfo é empurrado para longe da porta e os zumbis se libertam. Um deles vai para cima de Bob, mas Taruko age primeiro, cravando duas adagas no crânio do zumbi. O outro zumbi morde o punho do monge que se ver obrigado a largar a adaga fincada na criatura.

    Kobort arranca a cabeça do zumbi ferido pela mágica de Bob. E Clóvis separa um dos braços do primeiro zumbi que foi em sua direção. No movimento seguinte, ele também separa a cabeça. Nico solta seu arco para pegar o gládio, mesmo com o zumbi aprofundando sua bocarra no seu pescoço.

    Então a sessão termina.

    Sessão 1
    Sessão 2
    Sessão 3

    Considerações sobre a Sessão

    Para mim, a sessão mais divertida até agora, muito focada em combates e situações engraçadas. O mago do Samuel foi o primeiro a conseguir os pontos de experiência necessários para subir de nível. Subirá assim que descansarem.

    Foi a primeira sessão que gravei e notei que minha fala falhava quando eu ia descrever os cenários. Tenho de melhorar essa parte. Outra coisa, foi a demonstração da capacidade de combate do monge que ficou muito aquém em minha narração.

    O sistema continua se mostrando simples e os jogadores se divertem mesmo ao ver o resultado dos dados, independente da mecânica usada. Estou procurando levar mais perigo a cada rolagem que não vá bem. O objetivo das falhas nas rolagens é aumentar o perigo ou dá oportunidade ao mestre de acionar movimentos pesados que forçam os jogadores a reagir.

    Dou muito valor a esse sistema e ele está em alta conta comigo.